"Não recebestes um espírito de escravidão para viverdes ainda no temor, mas recebestes o espírito de adoção pelo qual clamamos: Abba! Pai!" (Rm 8,15)


Site dedicado à devoção a Deus Pai!

Originalmente criado em 26 de março de 1999; transferido para leiame.net em 28 de fevereiro de 2004
Agradecimentos a Tolentino Flavio e Editora da Divina Misericórdia

O livro
A Vida para a Glória do Pai é o livro que traz uma breve biografia de Madre Eugênia e a transcrição de seus escritos com suas experiências místicas da revelação de Deus Pai.
No Brasil, esse livro é comercializado pela Editora da Divina Misericórdia.
Imprimatur + Fr. Petrus Canisius van Lierde, Vig. Gen. E Vicariatus Civitatis Vaticanae die 17 Aprilis 1989

Rezemos pelo Santo Padre!
Deus, Pastor e Guia de todos os fiéis, olhai com benevolência para o vosso servo o nosso Santo Padre, o Papa Francisco, que quisestes colocar à frente de vossa Igreja. Concedei-lhe, nós Vos suplicamos, a graça de a edificar com suas palavras e seu exemplo. E que, desta maneira, chegue um dia à vida eterna com todos os que lhe foram confiados. Assim seja.

O objetivo da revelação de Deus Pai

A vida para a glória do Pai
7 minutos
O objetivo da revelação de Deus Pai

1º de Julho de 1932 - Festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Eis, enfim, o dia para sempre Bendito da promessa do Pai Celeste!

Hoje terminam os longos dias de preparação e sinto-me perto, muito perto, da vinda do meu Pai e do Pai de todos os homens. Alguns minutos de oração e depois que alegrias espirituais! Fui tomada de uma sede de O ver e de O ouvir.

O meu coração, todo ardente de amor, abria-se com uma confiança tão grande que eu mesma verificava que nunca tinha sido até agora tão confiante com ninguém.

O pensamento do meu Pai lançava-me numa alegria louca.

Por fim começam a ouvir-se cânticos! Vêm Anjos anunciar-me esta feliz chegada! Os seus cânticos eram tão belos que resolvi escrevê-los, logo que pudesse. Essa harmonia parou um instante e eis o cortejo dos eleitos, dos Querubins e dos Serafins, com Deus, nosso Criador e nosso Pai!

Prostrada, de face por terra, abismada no meu nada, recitei o Magnificat. Logo a seguir o Pai disse-me para me sentar e escrever o que Ele decidiu dizer aos homens.

Toda a Corte que O tinha acompanhado desapareceu. O Pai ficou sozinho comigo e antes de se sentar, disse-me:

"Já te disse e volto a dizer: não posso dar outra vez o meu Filho Bem-Amado para provar o Meu Amor pelos homens. Ora, é para os amar e para que eles conheçam este Amor que Eu venho ao seu encontro, assumindo a sua semelhança e a sua pobreza.

Vê, deponho a minha Coroa e toda a minha Glória para tomar a atitude de um homem normal!"

Reprodução da imagem original de Deus Pai, feita por indicação de Madre Eugênia

Depois de ter assumido a atitude de um homem comum, depondo a Sua coroa e a Sua glória a Seus pés, pegou no globo do mundo, aconchegado ao Seu coração, segurando-o com a mão esquerda, e sentou-se ao pé de mim.

Quase não sou capaz de dizer uma palavra sobre a Sua chegada e a atitude que se dignou tomar, assim como sobre o Seu Amor!

Na minha ignorância não encontro palavras para exprimir o que Ele me fez compreender.

"Paz e salvação a esta casa - diz - e ao mundo inteiro! Que o meu Poder, o meu Amor e o meu Espírito Santo toquem os corações dos homens, para que toda a humanidade se volte para a salvação e venha ao seu Pai, que a procura para a amar e salvar! Que o meu Vigário Pio XI compreenda que estes são dias de salvação e de bênção. Que não perca a oportunidade de chamar a atenção dos filhos para o seu Pai, que vem ter com eles para lhes fazer bem nesta vida e preparar a sua salvação eterna.

Escolho este dia para começar a minha Obra entre os homens porque é a Festa do Preciosíssimo Sangue do meu Filho Jesus. Tenho a intenção de amassar neste Sangue a Obra que venho começar, para que dê grandes frutos em toda a humanidade.

Eis o Verdadeiro Objetivo da minha Vinda:

1. Eu venho para banir o temor excessivo que as minhas criaturas têm de Mim e para lhes fazer compreender que a minha alegria está em ser conhecido e amado pelos Meus filhos, ou seja, por toda a humanidade presente e futura.

2. Eu venho trazer a esperança aos homens e às nações. Quantos a perderam há tanto tempo! Esta esperança fa-los-á viver em paz e segurança, trabalhando para a sua salvação.

3. Eu venho para Me dar a conhecer tal como sou. Para que a confiança dos homens cresça, ao mesmo tempo que o seu amor por Mim, seu Pai, que só tenho uma única preocupação: a de velar por todos os homens e amá-los como meus Filhos.

O pintor delicia-se na contemplação do quadro que pintou tal como Eu me deleito na obra-prima da minha criação, pondo a minha alegria na convivência com os homens.

O tempo urge e Eu gostaria que o homem soubesse, o mais depressa possível, que Eu o amo e que sinto a maior felicidade em estar e conversar com ele, como um Pai com os seus filhos.

Eu sou o Eterno e quando vivia sozinho, já tinha resolvido aplicar a minha Onipotência para criar seres à minha Imagem. Todavia era necessária a criação material, para que esses seres pudessem encontrar a sua subsistência, então foi a criação do mundo! Eu enchi-o do que Eu sabia que devia ser necessário aos homens: o ar, o sol, a chuva, e tantas outras coisas que Eu sabia que eram necessárias para a sua vida.

Enfim, o homem foi criado! Eu comprazia-Me na minha obra. O homem praticou o pecado, mas foi então que a minha Bondade infinita se mostrou.

Para viver entre os homens que Eu criava, escolhi Profetas, como se vê no Antigo Testamento, a quem comuniquei os meus desejos, as minhas penas e as minhas alegrias para que eles as comunicassem a todos.

Quanto mais aumentava o mal, tanto mais a minha Bondade Me impelia a comunicar-Me a almas justas para que elas transmitissem as minhas ordens àqueles que causavam a desordem. Por isso tive às vezes de usar de severidade para os repreender, não para os castigar — o que só teria feito mal — mas para os desviar do vício e para os fazer retornar ao seu Pai e seu Criador, de quem se tinham esquecido, na sua ingratidão.

Mais tarde, o mal submergiu de tal modo o coração dos homens que fui obrigado a enviar castigos sobre o mundo para que o homem fosse purificado pelo sofrimento, pela destruição dos seus bens, ou mesmo a perda da sua vida - foi o Dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, as guerras entre os homens, e assim por diante.