Nascida em 1907 em
San Gervasio d'Adda, Itália, conheceu muito cedo o
sofrimento e sobreviveu, depois de um milagre obtido
pelo seu avô junto da Santíssima Virgem, que ela
própria vê. O seu avô dá muita importância à
oração na família e vai-lhe dando preciosos
ensinamentos, que ajudam a criança a crescer
religiosamente. Um dia, mostrando-lhe o rio Adda,
disse-lhe:
-
"Olha para a água, ela corre e afasta-se , se
parasse seria um pântano de água estagnada. Assim
sucede com os teus sofrimentos, as tuas lágrimas e
as tuas lutas: elas passam, não as pares. Tudo
passa, oferece a Deus e aceita cada dia a Sua
Vontade. Não olhes para a pessoa que te causa o
sofrimento. recebe-o das Suas mãos, nada é por
acaso; Deus segue as Suas criaturas passo a passo.
Ele nos ama mesmo se nós não compreendemos todos os
porquês. Coragem, segue sempre em frente e espera
que o sofrimento passe".
Elisabetta aproveita
bem estes ensinamentos dados pelo seu querido avô.
Ela repetia estas palavras emblemáticas: "Espero
que isso passe e, entrementes, canto". Nós, as Irmãs da Madre
Eugénia, dizíamos: "A Madre Eugenia
está cantando, alguma coisa vai mal".
Depois de oito anos
de trabalho numa fábrica, decidiu fazer-se
missionária: "Eis-me aqui, Ó Pai, eu venho
fazer a Tua Vontade!".
No Convento, novas
dificuldades. Ela pensa que não se pode pretender
que todas sejam santas no Convento, pois a santidade
obtém-se lutando e conquistando novas vitórias, a
pouco e pouco. Compreendeu que não se deve julgar,
que se deve permanecer unido a Deus e observar os
regulamentos sem andar a ver se as outras os
observam; cada uma responde por si mesma diante de
Deus com as suas próprias responsabilidades. Está
convencida de que deve ser caridosa para as outras e
ajudá-las nas suas necessidades. Deus dar-lhe-á
forças para isso: "Coragem, pois, e em
frente!"
Imprevisivelmente,
é nomeada, ainda muito nova, mestra das noviças e,
em 1935, é eleita Geral por 12 anos. A sua maneira
de atuar é a de uma pessoa que tem uma confiança
ilimitada em Deus e que não mede as suas forças e
as suas capacidades.
A sua instrução
não passa da terceira classe e agora que tem de
lidar com várias línguas e muitos problemas, a sua
confiança em Deus é ainda mais forte e Deus
ajuda-a. Quando é preciso, fala todas as línguas,
incluindo o latim com os sacerdotes. Escreveu também
vários livros de instrução religiosa.