Amai, adorai a Deus

Graça_divinaAproximai-vos da Fonte que brotará sempre do meu Seio paterno. Saboreai a doçura desta água salutar, e quando tiverdes experimentado todo o Seu delicioso poder sobre as vossas almas para satisfazer todas as vossas necessidades, vinde lançar-vos no Oceano da minha Caridade, para não viverdes senão em Mim e morrer para vós próprios, para viver eternamente em Mim.

Notas da Irmã Eugénia:

O nosso Pai disse-me num colóquio íntimo: “A Fonte é o símbolo do meu Conhecimento, e o Oceano, o da minha Caridade e da vossa confiança.
Quando quiserdes beber desta Fonte, estudai-Me para Me conhecer e, quando Me tiverdes conhecido, lançai-vos no Oceano da minha Caridade, confiando em Mim com uma confiança que vos transforme e à qual Eu não possa resistir; então perdoar-vos-ei as vossas faltas e cumular-vos-ei das maiores graças”

Continuação da Mensagem:

Eu estou no meio de vós. Felizes Os que Crêem nesta verdade e que aproveitam este tempo de que falaram as Escrituras nestes termos: “Haverá um tempo em que Deus deve ser adorado e amado pelos homens como Ele deseja”.

As Escrituras fazem, depois, a seguinte pergunta: “Porquê?”, e respondem: “Porque só Ele é digno de ser honrado, amado e louvado para sempre!”.

Moisés recebeu de Mim próprio, como o Primeiro dos Dez Mandamentos, esta ordem a comunicar aos homens: “Amai, adorai a Deus”.

Os homens que já são cristãos podem dizer-Me: “Nós Vos amamos desde o nosso nascimento ou desde a nossa conversão, pois dizemos tantas vezes na Oração Dominical: “Pai nosso que estais nos Céus”!

Sim, meus filhos, é verdade que Me amais e Me honrais quando dizeis a primeira frase do “Pai Nosso”. Mas continuai a dizer as outras frases e vereis.

“Santificado seja o Vosso Nome” será que o Meu Nome é santificado? Continuai.

“Venha a nós o Vosso Reino” O meu Reino já veio?

Vós honrais, é verdade, com todo o vosso fervor, a Realeza do meu Filho Jesus e n’Ele, é a Mim que honrais! Mas recusareis ao vosso Pai esta grande glória de O proclamar “Rei” , ou pelo menos, de Me fazer reinar para que todos os homens Me possam conhecer e amar?

Desejo que celebreis esta Festa da Realeza do meu Filho em reparação dos insultos que Ele recebeu diante de Pilatos e também da parte dos soldados que flagelaram a sua Santa e Inocente Humanidade. Peço, não que suspendais esta Festa, mas, pelo contrário, que a celebreis com entusiasmo e fervor, mas para que todos possam conhecer verdadeiramente este Rei, é preciso conhecer também este Reino!

Ora, para se chegar a este duplo conhecimento de uma maneira perfeita, é ainda necessário conhecer o Pai deste Rei, o Criador deste Reino. Na verdade, meus filhos, A Igreja, esta Sociedade que Eu mandei fundar pelo meu Filho, completará a minha Obra, fazendo honrar Aquele que é o seu Autor: o vosso Pai e o vosso Criador. Alguns de vós, meus filhos, poderão dizer-Me: “A Igreja cresceu sem cessar, os cristãos são muito numerosos; esta é uma prova suficiente de que a Igreja está completa!”. Sabei, meus filhos, que o vosso Pai sempre velou pela Igreja desde o seu berço e que, de acordo com o meu Filho e o Espírito Santo, a quis infalível por intermédio do meu Vigário, o Santo Padre. Contudo, se os cristãos Me conhecessem tal como sou, quer dizer, Pai terno e misericordioso, bom e liberal, não é verdade que praticariam ainda com mais virilidade e sinceridade esta santa Religião?

Se vós, meus filhos, soubésseis que tendes um Pai que pensa em vós e que vos ama com um Amor infinito, não é verdade que vos esforçaríeis, a título de reciprocidade, por ser fiéis aos vossos deveres de cristãos, até mesmo de cidadãos, para serdes justos e prestardes justiça a Deus e aos homens?

Não é verdade que se tivésseis o conhecimento deste Pai que vos ama a todos sem distinção, vos chama a todos pelo belo nome de filhos, vós Me amaríeis como filhos afetuosos, e o amor que Me daríeis tornar-se-ia, sob o Meu impulso, um amor atuante que se estenderia ao resto da humanidade, que não conhece ainda esta sociedade de cristãos e menos ainda Aquele que os criou e que é o seu Pai?

Se alguém fosse falar a todas estas almas abandonadas às suas superstições ou a tantas outras que apelam para Deus, porque sabem que Eu existo sem saberem que Eu estou ao pé delas, para lhes dizer que o seu Criador é também seu Pai, que pensa nelas e que se ocupa delas, que as envolve com uma estreita afeição em tantos sofrimentos e abandonos, obter-se-iam conversões mais sólidas, quer dizer, mais perseverantes.

Alguns, ao examinar a obra de Amor que Eu venho realizar no meio dos homens, encontrarão aqui que criticar e dirão assim: mas os missionários não falam de outra coisa aos infiéis, só lhes falam de Deus, da sua Bondade, da sua Misericórdia! Desde que foram para esses países longínquos, que poderiam eles dizer mais de Deus se falam d’Ele durante todo o tempo?

Os missionários falaram e continuam a falar de Deus na medida em que Me conhecem, mas Eu afirmo-vos que vós não Me conheceis tal como Eu sou, pois Eu venho para Me proclamar o Pai de todos, e o mais terno dos Pais, para corrigir o amor que Me tendes, que está falseado pelo temor.

Venho tornar-Me semelhante às minhas criaturas para corrigir a idéia que vós tendes de um Deus terrivelmente justo, pois vejo todos os homens passarem a sua vida sem confiarem no seu Único Pai que queria dar-lhes a conhecer o seu único Desejo, que é o de lhes facilitar a travessia da sua vida terrena para lhes dar, depois, no Céu, uma vida toda divina.

Esta é uma prova de que as almas não Me conhecem, como vós não Me conheceis, pois não ultrapassais a medida da idéia que fazeis de Mim. Mas agora que vos dou esta Luz, permanecei na Luz e levai a Luz a todos, pois será um meio poderoso para fazer conversões e até mesmo para fechar, se possível, a porta do Inferno, porque Eu renovo a minha Promessa, que não poderá deixar de se cumprir:

TODOS AQUELES QUE ME CHAMAREM,
COM TODO O CORAÇÃO
PELO NOME DE PAI,
NEM QUE FOSSE UMA VEZ SÓ,
NÃO PERECERÃO, MAS ESTARÃO
CERTOS DA SUA VIDA ETERNA,
EM COMPANHIA DOS MEUS ELEITOS.

E vós, que trabalhais para a minha glória e que procurais tornar-Me conhecido, honrado e amado, asseguro-vos que a vossa recompensa será grande, porque Eu contarei tudo, mesmo o menor esforço que fizerdes, e tudo vos pagarei ao cêntuplo na Eternidade.